ADEUS ÀS ARMAS

Texto de André Forastieri
Vendeta, pinturas de Fábio Baroli

Os países mais seguros do mundo têm uma única coisa em comum: as armas são proibidas. No violentíssimo Brasil, um lobby poderoso quer cancelar o Estatuto do Desarmamento.

O dia primeiro de outubro de 2017 entrou para a história dos Estados Unidos. Foi nesse dia que Stephen Paddock, um pacato cidadão de 64 anos, levou 23 armas para seu quarto de hotel, incluindo fuzis com munição capaz de atravessar blindados. Da janela do seu quarto, disparou contra a multidão que curtia um festival de música country. Matou 59 inocentes, feriu outros 529. Foi a maior chacina da história americana – até agora.

Quatro dias depois, outra tragédia horrível, agora em Janaúba, no norte de Minas Gerais. O zelador Damião Santos matou oito crianças e uma professora, feriu outras 41 pessoas e se suicidou, usando gasolina. Nos Estados Unidos assassinatos em massa acontecem quase todo dia. No Brasil, não. A razão é que lá é facílimo para qualquer um comprar armas de fogo. No Brasil, ainda não.

Não há prova maior de loucura que atear fogo a crianças e a si mesmo. Como tantos, Damião nunca deu antes mostras de ser perigoso. Nos EUA, acontece a mesma coisa. Stephen Paddock era uma pessoa calma, tranquila, muito gente fina. Até fazer o que fez.

Nos EUA, quase diariamente alguém que jamais tinha dado sinais de grande descontrole fuzila inocentes em escolas, igrejas, estacionamentos. Sempre com armas compradas legalmente, na loja da esquina. Segundo o Gun Violence Archive, foram 11.621 mortes e 23.433 feridos por armas de fogo nos EUA em 2017. Isso, somente do dia primeiro de janeiro até o dia da tragédia em Las Vegas, primeiro de outubro.

No Brasil temos muito mais assassinatos que nos Estados Unidos. Por volta de 60 mil por ano. Os mortos no Brasil são jovens, pobres, da periferia, mortos em uma dinâmica diária ligada à nossa enorme exclusão social. Pouquíssimos deles são mortos em atentados de massa, como os que acontecem diariamente nos Estados Unidos.

Se o Brasil liberar as armas de fogo, se passarmos a ter as mesmas leis que os Estados Unidos, teremos todos os 60 mil assassinatos que temos hoje. E mais um monte de atentados como os de Minas. É muito mais fácil e produtivo um psicopata matar inocentes usando revólver, espingarda e metralhadora do que gasolina.

Defensores das armas de fogo costumam dizer que “armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas”. E que se é para proibir armas de fogo, as sociedades também deveriam proibir facas, pedaços de pau e automóveis, porque todos podem ser usados para matar. É um falso argumento. Paddock jamais conseguiria matar e ferir tanta gente com uma faquinha. Sim, armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas. Mas pessoas com armas matam muito mais pessoas em muito menos tempo.

O Brasil tem uma lei que restringe posse e porte de armas. É o Estatuto do Desarmamento (lei 10.826/2003). Muitos políticos querem mudar isso. O mais conhecido defensor da liberação das armas é o deputado Jair Bolsonaro. Seu Projeto de Lei 7282/2014 é talvez sua maior bandeira como candidato a presidente da República. Diz que “o cidadão tem direito à legítima defesa própria, de seus familiares e seu patrimônio”. O argumento é que a liberação do porte de armas vai levar os criminosos a “pensar duas vezes antes de cometerem seus crimes, já que encontrarão resistência”. Os números indicam resultado contrário. Segundo Ivan Marques, do Instituto Sou da Paz, “quem reage armado tem 56% mais chance de virar vítima, porque não tem tempo nem treinamento para reagir”.

Outro grande defensor da liberação do porte de armas no país é o senador goiano Wilder Morais, relator de avaliação da Política Nacional de Segurança Pública, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. É autor de três propostas nesse sentido. Pretende que seja feita uma consulta pública ao eleitorado, junto com as eleições presidenciais de 2018.

Nesse plebiscito, o eleitor responderia se o Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma nova lei que assegure o porte de armas a qualquer cidadão que preencha os requisitos. Com o nível de ignorância da população sobre o assunto, corremos o risco de tornar o Brasil ainda mais violento.

O senador usa o mesmo argumento de Bolsonaro: mais armas nas mãos da população tornarão o país mais seguro. Mas, como Bolsonaro, não apresenta números, estudos, evidências nesse sentido. Eles nem teriam como apresentar. Todas as evidências apontam o contrário: quanto mais armas em circulação, mais violência.

A maior referência sobre armas de fogo nos Estados Unidos é o Harvard Injury Control Research Center. Seu diretor, David Hemenway, foi o coordenador do projeto-piloto do atual sistema nacional do governo americano que registra todas as mortes violentas no país, tanto suicídios quanto homicídios. Esse centro de Harvard fez um estudo comparando a taxa de homicídios de 12 países de alta renda. O percentual de mortes nos EUA é 25 vezes mais alto que a média. Hemenway explica que não tem sentido comparar a taxa de crimes dos EUA com a do Brasil, porque são países completamente diferentes do ponto de vista social e de renda.

Diversos estudos de Harvard levam sempre à mesma conclusão. Nas cidades e nos estados americanos em que há um número maior de armas em circulação, é muito maior o número de suicídios, homicídios e o risco de assassinato de mulheres que moram na casa. São números fortíssimos, e contra eles é difícil argumentar que “armas tornam a população mais segura”.

Em uma recente entrevista ao jornal Valor Econômico, Hemenway prevê que, se o projeto de lei de Bolsonaro for aprovado, o Brasil será ainda mais violento do que hoje. E o trabalho da polícia será muito mais difícil: entre 300 e 500 mil armas de fogo são roubadas, por ano, nos EUA. É o principal meio pelo qual as armas chegam a práticas criminosas. Se as armas forem liberadas no Brasil, a tendência é a mesma: armar ainda mais o crime.

É exatamente isso que provam os números da violência pelo planeta afora. Na lista dos países menos violentos do mundo, nos primeiros lugares estão países completamente diferentes entre si. Pequeninos principados europeus como Andorra e Mônaco, mas também Japão, Bahrain, Madagascar. Em décimo-primeiro lugar está a desigual Indonésia. Em vigésimo-quarto, a gigante China. Em seguida, a desenvolvida Coréia do Sul.

Nesse ranking de homicídios per capita, os EUA estão muito mal: são o número 126, abaixo do Cazaquistão. E o Brasil, pior ainda: entre 219 países, somos o número 206. Pior que a gente, só alguns países muito sofridos da África e os campeões, nossos vizinhos na América Latina: Venezuela, Honduras e El Salvador.

É difícil achar similaridades entre os países mais seguros do mundo. Uns são pequenos, outros têm mais de um bilhão de habitantes. Uns pobres, outros ricos, outros mais ou menos. Em alguns, a desigualdade grassa, outros têm a renda muito bem distribuída. Variam etnicamente, religiosamente, historicamente.

Na verdade, eles têm uma única coisa em comum. Os países mais seguros do mundo têm leis muito restritivas sobre armas de fogo. Dificultam, ou simplesmente não permitem que seus cidadãos se armem. E têm punições duríssimas para quem tiver armas ilegalmente.

Na China, por exemplo, nenhum cidadão pode ter armas. Na Indonésia – 260 milhões de habitantes e muita pobreza – só é permitido ter armas de caça, não pistolas, nem armas militares, e mesmo assim depois de um longo e dificílimo processo de aprovação. No Japão é simplesmente proibido ao cidadão ter armas. As exceções são somente para caça e, de novo, raras e difíceis. Na Europa, o continente mais seguro de todos, as leis são todas muito restritivas.

E o contrário é verdadeiro: os países onde há menos restrição e vigilância da posse e do porte de armas são os mais violentos. Entre os países ricos, o único que tem leis lenientes são os Estados Unidos. São o único país rico que aparece tão mal no ranking. 

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A cada dez minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil. Nosso país concentra 10% dos homicídios do mundo. No violentíssimo Brasil, as armas matam muito, e não é o proverbial “cidadão de bem”, como diz Bolsonaro, assaltado na rua. Quem é assassinado no Brasil e como? Em sua maioria são jovens, pobres, negros. Tomam tiro, muitas vezes por razões bestas.

Mais de 71% dos homicídios no Brasil são cometidos com arma de fogo. A cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras. Mais de 318 mil jovens foram assassinados no Brasil entre 2005 e 2015. Apenas em 2015, foram 31.264 homicídios de pessoas com idade entre 15 e 29 anos. Em oito estados, a taxa de homicídio entre os jovens cresceu mais de 100% nesta década.

Uma parte dos assassinatos tem características de execução. O criminoso (ou criminosos) chega de repente, executa as vítimas e vai embora. Mas é minoria. Muitos são cometidos por impulso – ou seja, se não houvesse acesso a armas de fogo, uma parte muito grande simplesmente não aconteceria.

Um estudo feito pelo Conselho Nacional do Ministério Público, entre 2011 e 2012, concluiu que mais da metade dos homicídios é cometida “de sangue quente”. No Rio de Janeiro, 26% dos homicídios foram causados por razões fúteis ou atitudes impulsivas (rixa, embriaguez, vingança, crimes passionais); no Rio Grande do Sul, 43%; em São Paulo, 83%.

Não dá nem para comparar com o número de pessoas mortas durante assaltos. Em 2015, o número total de latrocínios no país foi de 2.314. No mesmo ano, a polícia matou 3.320 pessoas. Os policiais matam mais que os ladrões. O total de assassinatos em 2015 foi de 58.383 pessoas. Os latrocínios não são nem 5% do total.

Sim, muita gente morre em brigas de facções, e frequentemente inocentes são pegos no tiroteio, como vemos sempre no Rio. O fato é que a Guerra às Drogas prossegue e todos somos derrotados. Descriminalizar o uso de drogas seria um golpe fatal no crime organizado, retirando sua principal fonte de financiamento.

O economista e professor da Unicamp Thomas V. Conti prestou um grande serviço ao traduzir os resumos de 48 pesquisas sobre armas de fogo, publicadas entre 2013 e 2017. Preparou também um resumo de suas conclusões sobre essas pesquisas. Thomas identificou 34 publicações de estudos acadêmicos com conclusões contrárias à ideia de que o aumento das armas em circulação diminui a quantidade de crimes. O mais completo estudo internacional, o mais rigoroso do ponto de vista da metodologia, é contrário à tese de “mais armas, menos crimes”.

A maior parte das pesquisas brasileiras segue na mesma direção. É por isso que, recentemente, vários dos mais prestigiosos pesquisadores brasileiros sobre o tema assinaram o Manifesto a Favor do Estatuto do Desarmamento.

Outras conclusões importantes dos estudos analisados por Conti: não há evidência de que o efeito de dissuasão das armas de fogo seja percebido pelas pessoas; há indícios importantes de que as armas aumentam a proporção de crimes violentos, mais do que a proporção de crimes como um todo; há também muitas evidências de que mais armas aumentam o número de mortes acidentais, principalmente acidentes domésticos envolvendo homens jovens, e também o número de suicídios.

E os inimigos do desarmamento, quais argumentos apresentam? Quase nada. Os estudos que defendem que armas reduzem crimes são poucos, e estão muito desatualizados. O livro que sempre é usado no Brasil para defender a liberação das armas é Mentiram para mim sobre o desarmamento, de Flavio Quintela e Bene Barbosa. Os autores não têm rigor científico nenhum. Pinçam os dados que lhes convêm, ignoram a acachapante massa de dados contra suas teses. Escorregam para a comédia frequentemente. Afirmam peremptoriamente que em 2013 a taxa de crimes violentos na Inglaterra foi 80% maior que a americana, em uma comparação per capita. Sem citar a fonte, claro. Segundo estudo do Banco Mundial, a taxa de homicídios nos EUA é de 4,9 para cada 100 mil habitantes. A do Reino Unido é 0,9 por 100 mil, menos de um quinto da americana.

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Para ter uma boa noção do risco que o Brasil corre se as armas forem liberadas, basta escrever sobre o tema do desarmamento na internet. Foi o que fiz logo após o atentado em Las Vegas, citando alguns dos números acima. A reação foi imediata e intensa. Começou com centenas de xingamentos. Logo avançou para ameaças. Um defensor das armas de fogo me chamou de canalha, e me desafiou para um debate, bem ao estilo jardim de infância. Nos dias seguintes, qualquer post meu, sobre qualquer assunto, era imediatamente entupido de comentários truculentos. Imagine gente assim carregando armas por aí.

A maioria, pelas fotos, é homem, branco, dos trinta anos para cima, e abonado. A maioria é claramente massa de manobra de políticos, de comunicadores da grande imprensa, e de grandes interesses comerciais. Não parecem querer justiça, mas vingança. Do que, exatamente, é questão que só sociólogos, ou talvez psiquiatras, possam responder. Essa minoria barulhenta e truculenta tem tido seus berros amplificados pelas redes sociais. Corremos o risco de ver esse grupinho contaminando a opinião pública. Diversas pesquisas online têm dado vantagem enorme à posição pela liberação das armas.

É inútil argumentar com essa turma radical usando números. É como tentar convencer alguém a trocar de time, ou de religião. É questão de fé, não de fatos; de ideologia, não de lógica. Mas também é uma questão de interesses.

A quem mais interessa a liberação das armas no Brasil? Em primeiríssimo lugar, aos fabricantes brasileiros de armas. Hoje eles têm um mercado pequeno no país. Dedicam-se principalmente às exportações. Se a lojinha da esquina passa a vender revólver em dez prestações sem juros, essas empresas têm muito a ganhar.

Para ficar em um exemplo, a Taurus é a terceira maior fabricante de armas leves do mundo. Fatura quase R$ 800 milhões por ano. Fabrica revólver, pistola, metralhadora, fuzil. Também coldres, coletes e outras coisas. Seu balanço mais recente, relativo ao segundo trimestre de 2017, declara que a Taurus teve faturamento de R$ 181 milhões, sendo R$ 140,8 milhões no mercado externo e R$ 40,9 milhões no Brasil, com um lucro bruto de R$ 48,3 milhões.

Segundo reportagem da revista Época de 10 de março de 2017, a Taurus tem “uma espécie de monopólio de fornecimento de armas para as polícias militares e civis no Brasil. A empresa seria uma das principais responsáveis pelo financiamento das campanhas eleitorais da chamada Bancada da Bala”. Imagine o quanto os lucros da Taurus podem crescer no mercado interno, com o fim do Estatuto do Desarmamento.

Um levantamento do Instituto Sou da Paz mostra que em 2014 a indústria armamentista distribuiu quase R$ 1,9 milhão para 21 candidatos a deputado federal, 12 candidatos a deputado estadual, dois candidatos a governador e um a senador. As doações foram feitas pelas duas maiores empresas do setor, a Taurus (R$ 870 mil) e a CBC (R$ 1,02 milhão), e 84% dos candidatos dessa Bancada da Bala conseguiram se reeleger.

Dos 21 candidatos à Câmara, dez já tinham sido financiados por essas empresas na eleição anterior, em 2010. Os nomes mais conhecidos são Arnaldo Faria de Sá, Onyx Lorenzoni e Pompeo de Mattos. Os três são integrantes da comissão que discute a revisão da Lei do Desarmamento.

O projeto de lei mais perigoso é o PL 3722, a proposta para revogar o Estatuto do Desarmamento, do deputado Rogério Peninha Mendonça. Na comissão especial que discute o PL 3722, que permite a qualquer pessoa a partir dos 21 anos de idade portar armas livremente (basta não ter antecedentes criminais e fazer um teste de sanidade mental), as empresas de armas têm simplesmente oito representantes. Pelo projeto de Mendonça, brasileiros com o perfil de Stephen Paddock poderiam comprar e portar livremente armas.

No caminho contrário, o projeto de lei mais importante para desarmar o país é do deputado Evair Vieira de Mello. Ele endurece as regras para comprar e portar armas. Tira as armas de agressores condenados pela Lei Maria da Penha (agressão à mulher) e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Impõe penas de seis a dez anos para quem alterar a identificação da arma, portar arma sem identificação, fornecer arma a criança ou adolescente, produzir munição ou explosivo sem autorização legal, contrabandear armas, e por aí vai.

No dia 26 de outubro, Michel Temer sancionou um projeto de lei de Marcelo Crivella, que torna crime hediondo, com punições mais severas, a posse ou porte de armas de fogo de uso restrito das Forças Armadas, como fuzis e metralhadoras. É bom. É pouco. O Brasil tem muitas leis boas que são sumamente ignoradas. Não basta haver lei, atributo do Legislativo. O Executivo e o Judiciário têm que garantir o seu cumprimento. É para isso que eles existem. É para isso que pagamos impostos. Infelizmente, nos próximos anos a Lei do Teto dos Gastos vai restringir o investimento em segurança (e várias outras áreas prioritárias).

É claro que não adianta somente proibir o cidadão comum de ter armas, e não combater o porte ilegal de armas, sua venda e seu contrabando. Para um país não ser violento, ninguém pode ter armas. E quando ninguém usa armas, a polícia também não usa – o que é a regra nos países seguros em geral. Na maior parte da Europa e no Japão, o policial normalmente não porta arma de fogo, somente armas não-letais, como spray de pimenta, teasers, cassetetes. Caso ocorra uma situação extrema, é chamado um time especial para enfrentar o crime armado – um tipo de SWAT –, este, sim, portando armas de fogo e bem treinado para isso.

O Brasil está longe dessa realidade. Mas se outros países grandes, com população jovem, com grande desigualdade e baixa escolaridade, como a Indonésia e a China, conseguem diminuir drasticamente a violência, nós também podemos. Basta a gente se espelhar nos países que venceram o crime: desarmamento total, punição dura para armas ilegais e para tráfico de armas. E se preparar para um duro combate pela opinião pública contra um lobby poderoso, contra interesses políticos, contra a demagogia e contra a ignorância.

Como citar este artigo

FORASTIERI, André. Adeus às armas. PISEAGRAMA, Belo Horizonte, número 11, página 52 - 57, 2017.

André Forastieri

Jornalista, foi repórter na Folha, editor da Bizz e fundador da Conrad Editora. Publicou O dia em que o rock morreu [2015] e foi editor do R7, portal no qual escreve hoje.
http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/</p>

Fábio Baroli

Artista visual e participou de diversas exposições no Brasil. Possui obras, dentre outros acervos, no MAM-RJ, MAR-RJ e Museu Nacional de Brasília. Ganhou o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea em 2012. Vive e trabalha em Uberaba, MG.

  • Muito bom a discussão. vale continuar a mesma buscando trazer a evolução destes projetos de Lei e uma discussão sobre dois cenários futuros, um mantendo o estatuto e outro se o mesmo for revogado.

  • Jardel Duque

    A discussão é boa, e vai longe… A correlação entre legalização do porte de armas e taxas de violência é bastante polêmica, com opiniões acaloradas nos extremos.
    Senti falta da referência para a seguinte afirmação: “Na lista dos países menos violentos do mundo…” . Onde posso encontrar esse ranking e qual foram os parâmetros analisados?

  • Thales Batista Ribeiro Vila

    Quando fala que na maior parte da Europa o policial não é armado você não tem nem ideia do que está falando. A cultura do policial não ficar armado é de longa data e a população não queria que o policial tivesse arma. O povo mandando no estado e não o estado mandando no povo. E hoje isso já está caindo em desuso, vários policiais britânicos já andam armados.
    Matéria fraca essa. Carece de fontes e está recheada de explicações do tipo doutrinária ideológica.

  • Elton Fischer

    Os dados do Mapa da Violência sobre taxas gerais de homicídio estão disponíveis até o ano de 2012, ou seja, nove anos após o Estatuto do Desarmamento, de 23 de dezembro de 2003, começar a produzir efeitos (em 2004). Logo, para um justo é técnico comparativo estatístico, esse período deve ser confrontado com o mesmo intervalo de nove anos anterior à lei.

    Pois bem. De 1995 a 2003, ou seja, nos nove anos imediatamente anteriores à vigência do estatuto, a taxa média de homicídios no Brasil (somatório das taxas anuais dividido pelo número de anos pesquisados) foi de 26,44 / 100 mil (238 ÷ 9). Já nos nove anos posteriores (2004 a 2012), a mesma taxa foi de 26,8 / 100 mil (241,2 ÷ 9). Entre os dois períodos, portanto, houve um aumento na taxa de homicídios no país de 1,36%, o que já permite alcançar a conclusão de que, até hoje, a legislação fortemente restritiva às armas não reduziu a taxa média de homicídios em relação ao período anterior à sua vigência.

    Interessante analisar dados apenas sob UM ÚNICO ponto de vista. Países de primeiro mundo permitem o porte de arma a cidadão de bem. Não é o caso do Brasil Esse maldito desgoverno que aí está para nada serve senão legislar em benefício próprio. Corja de malditos que não me representam mas me extorquem roubam e dilapidam.

  • Jack Kevlar

    Cara, você precisa ler mais e estudar mais sobre o assunto. Estude e escreva com imparcialidade e não com esta característica doutrinadora empurrando sua opinião para que prevaleça. Você está por fora dos motivos desta lei torpe que desafia os preceitos Constitucionais, não sabe nada. Quem se interessa por cidadãos desarmados são os bandidos, os mesmos que assaltaram o poder no Brasil e são financiados pelo tráfico de drogas. O negócio que mais cresceu em nosso país nos últimos 14 anos foi o tráfico de drogas, mais do que a agricultura. E tem a ver tanto com o desarmamento da população como a chegada dos quadrilheiros ao poder. A música entoada nas baladas de funk que diz “Tá dominado, tá tudo dominado” foi feita para comemorar a silenciosa tomada do poder pelo tráfico de drogas. Depois vem outra “É tudo nosso, né nada deles”. Ora, quem defende o desarmamento está defende quem ou o quê? Se você não quer ter arma, não compre uma! Se acontecer alguma barbárie com arma de fogo, responsabilize os culpados. Na Europa vimos os terroristas usarem caminhões para atropelar e matar pessoas. A Ação foi mais eficaz que usar uma arma de fogo.
    Se você acusa os políticos que estão defendendo a flexibilização da lei do desarmamento de receberem dinheiro da indústria de armas, antes de tudo temos que pensar em quem defende o desarmamento como emissários do crime organizado. Até por que o resultado do plebiscito foi contrário ao desarmamento. E nossos políticos, que não respeitam a vontade popular, enfiaram uma lei guela a baixo que praticamente tornou proibido ter uma arma no Brasil.
    Por que existe essa lei do desarmamento se a população não concorda?
    Acorda povo, estes “bonitinho” que escrevem coisas “bonitinhas” sobre violência no país para justificar o desarmamento da população, não estão preocupados com a segurança dos filhos de ninguém. São os novos “maniqueístas” do século 21.

  • Plinio

    Na verdade a educação e respeito são as “ÚNICAS” armas para vencer a violência. Uma arma parada não mata ninguém, é necessário uma pessoa com intenção de usá-la. Se esta não tiver uma arma de fogo usará uma arma branca, simples assim. E não, isto não é um falso argumento só pq vc não concorda com ele.
    E não, não estou ganhando nada com isso como “justifica” no seu texto mesmo sem conhecer as pessoas e nem pretendo ter uma arma.

  • Bruno Fonseca

    Parabéns pelo artigo. Contra fatos não há argumentos, como ficou provado nos comentários abaixo.

  • Jamil Éder de Souza

    Lamentável ver artigos como este, disfarçados, para fazer política de esquerda!

  • Ricardo Do Amaral

    Conteudo super valido para a discussão, isso é um fato, porém olha o tamanho do artigo (bem escrito por sinal) e a energia que o autor usou pra escrever uma ,no minimo, “verdade distorcida”. Jornalismo pra mim é mostrar as duas, ou mais verdades dentro de um fato, mas ele foi extremamente infeliz no artigo. Além de só mostrar um lado, como o colega cita nos comentários fez uma analise estatistica equivocada, e vou além, comparou o Brasil com países desenvolvidos, ora históricamente temos formações diferentes não há como comparar peras com bananas, além do mais se fossemos seguir essa linha de comparações, pegue EUA como exemplo. A primeira Emenda qual é? Limita os poderes do legislativo impedindo o mesmo de violar os direitos das pessoas (basicamente) e a segunda Emenda? Permitir que todos os cidadãos possam assugarar a garantia do Estado, ou seja, se o legislativo usar da soberania a população tem a total liberdade de derrubá-lo, logo isso sim é um país livre, agora da pra entender porque não podemos comparar a “Republica dos Tupiniquins” com os países lá de cima? Se ignorarmos os fatores de contrução histórica estamos jogado no lixo absolutamente tudo. Outro ponto, em nenhum momento ele não diz que o problema é a educação,ou falta dela, mas sim as armas. Armas precisam SEMPRE de alguem para puxar o gatilho, e esse quem o puxa e quem faz o juizo de valor e esse juizo de valor vem acompanhado de que? É formado onde?
    Pois bem …. não vou me alongar em descontruir o artigo pois ele mesmo já é frágil por si só, mas a conclusão que chego é, ou alguem o patrocina ou realmente falta um pouco de intelecto para ver uma fotografia mais ampla da realidade social brasileira.

  • Jack Kevlar

    O bom é que eles apagam os comentários que questionam os tais “fatos” apresentados, meu comentário foi para o espaço, apagaram. Viva a democracia e o debate de ideias!

  • Jairo Abreu Jr.

    Acho que vc deve acreditar também em Papai Noel. Até arrumar a casa para que todos não andem armados, ou seja proibido andar armado, tem muita água para passar debaixo da ponte. Até lá, prefiro correr o risco de defender minha vida e de minha família na bala. A população já votou no referendo sobre isso em 2005 e 64% votaram pelo sim, pelo fim do estatuto do desarmamento. Vc deve ser da esquerda, não entende o que é democracia.

  • Marcelo Ricardo

    Artigo sensacionalista e irreal. Não existe essa de “liberar” armas: a nova legislação a substituir o malfadado Estatuto do “Desarmamento” (que só aporrinha gente honesta e em NADA serviu para desarmar criminosos) mantém testes psicotécnico e de manejo para compra legal, eficientes para manter dementes e despreparados longe de armas legais. O que acaba é a “declaração de efetiva necessidade”, critério subjetivo que dá ao delegado da Polícia Federal poder de autorizar ou não compra ao arrepio da lei.
    Ninguém defende armas para psicopatas ou violência pra resolver tudo. Mas as pessoas obedientes à lei e aptas técnica e psicologicamente pra ter e portar armas de fogo DEVEM ter o direito de dispor delas, para defesa própria e de terceiros. Temos direito de defender a nós e aos outros! Criminosos estão cada vez mais ousados, armados e violentos e tem a lhes abastecer um vasto mercado ilegal, contra o qual o Estatuto do “Desarmamento” é inócuo.
    Quem é contra, sugiro o vídeo do ex-deputado Delegado Protógenes, que mostra o que há DE FATO por trás do desarmamento civil.
    https://www.youtube.com/watch?v=ypprPy_3Pfk
    Em tempo: tenham a decência de NÃO apagar comentários respeitosos e que fazem contraponto ao que vocês dizem. Obrigado.

  • Marcelo Ricardo

    Quanto a estatísticas, os defensores do desarmamento usam estatísticas contraditórias. Isso contamina a defesa do desarmamento civil. Um exemplo: dados de 2005 sobre armas legais que vão pro crime:
    Jornal Folha de São Paulo, domingo, 16 de outubro de 2005, matéria “Segurança armada e autodefesa: estado de barbárie”, de Dalmo de Abreu Dallari (em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj1610200509.htm )
    “Uma equipe composta por técnicos ligados a organizações policiais e especialistas do Instituto de Estudos Superiores de Religião (Iser) procedeu à análise dos registros de apreensão de armas no Rio e apurou que, de 86.849 armas apreendidas pela polícia, de 1999 até este ano, 72% provinham de aquisições legais e só 28% tinham origem no contrabando”
    Revista Época, 03/10/2005, página 70, matéria “Armas na linha de tiro” – “O Instituto de Estudos da Religião (ISER), ONG que, apesar do nome, também faz pesquisa sociológica, realizou um estudo com 77527 armas apreendidas com criminosos no Rio de Janeiro. Constatou que 30% delas haviam sido compradas por cidadãoes (sic) “de bem” e depois roubadas”.
    Revista Carta Capital 19/10/2005, página 26, matéria “Bem longe do alvo” – “Pesquisa, divulgada recentemente, feita pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (ISER). Ela mostra que 65% das armas apreendidas pela polícia foram compradas de forma legal e depois passaram para as mãos dos marginais”.
    Fonte: ISER, ONG antiarmas que tem a desfaçatez de publicar estatísticas tão díspares sobre a mesma coisa. A não ser que achemos que 30%, 65% e 72% são números próximos…

  • Felipe Porto

    “Os países mais seguros do mundo têm uma única coisa em comum: as armas são proibidas”? Vc já ouviu falar da Suíça, o país mais armado do mundo? E Israel? São alguns dos países mais seguros do mundo!