DE ROLÊ

Texto de Carolina Abreu
Fotografias de Daniel Iglesias

“Na pista como sempre fui dar um rolê no shopping, zoar…
Com os amigos, que é uma coisa top
Não quero ter ibope, nem ser reconhecido
O maior tesouro que eu tenho é um amigo”

Com esses versos começa uma canção composta pelo MC Jimmy Marley, que, apesar de morar em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, marcou nossa conversa para o banco de madeira em frente à loja Adidas do Shopping Estação. Localizado no recém-nomeado “vetor norte” da capital, o estabelecimento é um dos principais pontos de encontro dos rolezinhos na cidade: eventos agendados pelo Facebook que reúnem centenas de jovens para zoar, ouvir funk, tirar fotos e beijar na boca.

Os rolezinhos vieram à cena em 2013. Além de assustar a classe média, confundiram especialistas em todo o Brasil. Ainda que já acontecessem há meses, ganharam a mídia em dezembro daquele ano em decorrência do tumulto gerado num encontro marcado para o estacionamento do Shopping Metrô Itaquera, na zona leste de São Paulo. Como registrou a revista Época, quando os seguranças interviram para dispersar a multidão, os seis mil jovens reunidos no estacionamento entraram no shopping. Quem estava do lado de dentro entendeu o movimento como um arrastão e a confusão que se seguiu foi generalizada: comerciantes fecharam as portas, a polícia foi acionada e alguns jovens saíram do rolê direto para a delegacia.

Diante da proporção que tomaram os encontros, muitos shopping centers ao redor do país – desconfortáveis com a possibilidade de os corpos indisciplinados de boné aba reta intervirem na organização asséptica dos espaços de compras – tomaram medidas judiciais. Foi o caso dos shoppings Aricanduva e Mauá Plaza, na Grande São Paulo, e Itaú Power e Big Shopping, em Contagem, que obtiveram liminares proibindo a realização de rolezinhos. As medidas chegaram até o interior dos estados. Em Governador Valadares, o GV Shopping tratou também de se precaver contra as 200 pessoas que confirmaram presença num rolezinho agendado para janeiro de 2014. A decisão judicial resguardava o shopping de “quaisquer atos tendentes à turbação ou esbulho da posse do referido empreendimento”, e estabelecia multa de R$ 10 mil para os “rolezeiros” que se aventurassem em descumprir o postulado.

Assim como muitos outros jovens que frequentam rolezinhos, Jimmy trabalha na construção civil, como servente de pedreiro. “Para levantar um dinheiro”, porque gostaria mesmo de viver de música. Ainda que sua carreira de MC deslanchasse, dificilmente teria R$ 10 mil para arcar com uma multa como essa. Com ou sem liminar, ele explica que grande parte dos shoppings que costuma frequentar barra a entrada de adolescentes desacompanhados de responsáveis como forma de evitar (ou “lombrar”) os encontros. Foi o caso do Boulevard Shopping, na zona leste de Belo Horizonte, que resolveu evitar a fadiga durante o “5° ENCONTRO DO POVO / EDIÇÃO ESPECIAL, NIVER DO NERY :) SUCESSO !”, agendado para o dia 7 de dezembro de 2014. Contrariando as expectativas previstas no nome do evento, o encontro não juntou mais do que 70 pessoas – mas foi o suficiente para a administração do shopping decidir que deveria impedir a entrada de adolescentes de bermuda e boné.

Do lado de dentro, o clima não parecia muito ameaçador. Pequenos grupos de meninos e meninas se reuniam ao redor dos parapeitos, trocando olhares e mexendo nos smartphones.

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De acordo com o movimento dos organizadores, o grupo passeava entre os andares, entrava e saía do prédio e fazia selfies na escada rolante. Alguns se espalhavam na praça de alimentação, outros experimentavam óculos escuros. Muitos olhavam tênis coloridos nas vitrines. “O encontro é pra juntar quem não se conhece”, explica Marcos – ou Markim, como é conhecido pela turma. O rapaz parecia cumprir perfeitamente esse objetivo, circulando naturalmente entre os bolinhos de garotas com um macaquinho azul de pelúcia amarrado no pescoço. Markim explica que o funcionamento dos rolês no shopping passa por uma série de restrições: escutar funk, dançar ou se aglomerar em grandes grupos (ou “juntar bonde”) não é permitido. “Geralmente o segurança chega, manda sair. Eles não gostam, eles acham que só porque está juntando muita gente vai fazer bagunça, vai roubar loja”. Os seguranças do local mapeavam todo o movimento, com radinhos, fones de ouvido e semblantes preocupados.

Os encontros costumam ser organizados pelos chamados “famosinhos”: jovens muito reconhecidos, que agregam fãs em torno de si e mobilizam a rede entre o Facebook e os espaços da cidade. “Os famosinhos têm cinco mil amigos no Face [o limite máximo estabelecido pela rede social]. Tem pessoa que posta uma foto e rapidão tem mais de 100 curtidas. É como se fosse uma celebridade, mesmo”, explica Jimmy Marley – que, com 1069 amigos, ainda não alcançou a posição. “A Kut Kut, por exemplo, é famosinha”. Jimmy se refere à jovem dançarina Jhenis Bárbara dos Santos Bento, ou Jhenis Kut Kut, como é conhecida nas redes sociais.

Do alto de seus 17 anos, Jhenis não apenas reúne os cinco mil amigos, como também arrebanha 900 mil seguidores em seu perfil pessoal no Facebook. A garota conta que ficou conhecida por seus vídeos, nos quais dança funk na sala da casa onde mora, no bairro de Marilândia, em Ibirité: “Eu dançava em casa. Aí comecei a postar os vídeos no Facebook. Depois fiz meu primeiro show, eles me pagaram direitinho, aí eu fui. Até que eu arrumei um empresário e aí estourou mesmo”. Os vídeos de Jhenis são pequenas vinhetas da garota dançando o quadradinho, estilo de funk popularizado pelo grupo carioca Bonde das Maravilhas cuja coreografia demanda articulação do quadril e força nos glúteos. A dança tem variações ainda mais desafiadoras, como o “quadradinho andando”, o “quadradinho de oito” e o “quadradinho de borboleta”. Algumas delas foram ilustradas por Jhenis no programa TV Verdade, da TV Alterosa, que alternou vídeos da garota dançando com cenas de estúdio junto a outros convidados – um pastor da Igreja Batista da Lagoinha e a apresentadora e drag queen Kayete. Jhenis conta que esse acesso à grande mídia rendeu-lhe uma boa dose de visibilidade.

Além de novos contatos para shows, ela arregimentou novos fãs, muitos deles presentes no “ENCONTRO DA JHENIS KUT KUT”, realizado no Parque Municipal, no centro de Belo Horizonte, no dia 7 de dezembro. No parque, os encontros ganham outra cara. Sem o constrangimento dos seguranças de shopping, os jovens se aglomeram junto ao coreto, ora sobre, ora ao redor da edificação. Muitos levam caixas portáteis de som, que tocam simultaneamente diferentes hits de funk. Grupos de meninos e meninas dançam o quadradinho, enquanto outros grupos fazem batalhas de “passinho do romano” – desdobramento algo desengonçado do já tradicional “passinho”, que virou febre na Internet com os vídeos do dançarino paulistano Fêezinho Paraty. Alguns moradores de rua interagem com os adolescentes, e são recebidos de forma bem humorada pelos dançarinos. Em seu encontro, Jhenis tirou fotos com os fãs e deu uma palhinha (ainda que tímida) das coreografias que grava nos vídeos.

Mr. Black, MC que também organiza encontros de funk, conta que os rolezinhos no Parque Municipal começaram no início de 2014. A área do coreto já era ocupada por encontros de MCs, que reuniam mestres de cerimônia ligados ao funk. “A gente fazia até encontros temáticos. Já fizemos encontro em prol do câncer, por exemplo, e em homenagem ao Daleste [MC paulistano assassinado durante um show em julho de 2013]”. O funkeiro, que mora no Alto Vera Cruz, também se encaixa na categoria dos “famosinhos” do Facebook. Mas precisou adaptar o nome artístico para ser aceito pela rede social: para encontrar seu perfil pessoal, é preciso buscar por Blac Emici.

De acordo com Black, os encontros passaram a acontecer no parque em função das limitações de acesso aos shoppings. Ele diz que até prefere os rolês do parque. “É ambiente público, né, eu acho que é lazer. E é bom pra todo mundo. Por exemplo: eu moro na leste, os outros moram na sul, norte, e é um lugar de fácil acesso pra todo mundo”. Os encontros em parques não são exclusividade da capital das alterosas: espaços como o Ibirapuera, em São Paulo, o Bosque Maia, em Guarulhos, e o Parque Municipal de Montes Claros também costumam receber rolezinhos.

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Fundado em 1897, alguns meses antes da inauguração de Belo Horizonte, o Parque Municipal já viu outros rolês ao longo de sua história. Até o fim da década de 1920, o espaço era frequentado pela high society belo-horizontina e abrigava os mais diversos eventos sociais: das corridas de bicicleta e velocípede promovidas pelo Vélo Club às retretas dominicais da Associação Musical Carlos Gomes, passando por competições públicas de natação e pelas batalhas de confete durante o carnaval.

Aos poucos, porém, o footing no parque migrou para a Praça da Liberdade, acompanhando o fluxo da segregação socioespacial. À medida que a elite abandonava a região central, num movimento comum às grandes cidades do país, o centro de Belo Horizonte passou por um processo de popularização, intensificado com o crescimento urbano nas décadas de 1940, 60 e 80. O parque mudou nesse meio tempo: ganhou, perdeu e tornou a ganhar grades de ferro em seu entorno, sofreu desmembramentos que lhe subtraíram mais de 40 hectares, passou por sucessivas reformas e obras. Mas permaneceu, ainda que com menos pompa e glamour, cenário de referência para os passeios de domingo.

Ainda que libertos dos olhares repreensores de clientes e seguranças, os encontros em parques públicos também têm seus constrangimentos. Mudam os atores, mas a cena se repete: os jovens são vigiados a distância por guardas municipais, que, vez ou outra, se aproximam para revistar os participantes (ou “dar geral”), maldizer as caixas de som ou tirar os garotos do coreto. Não que essas abordagens desestimulem alguém – durante uma boa parte de 2014, os encontros no parque aconteceram quase que semanalmente. Recentemente, contudo, um novo antagonista entrou em cena: o Juizado da Infância e da Juventude.

Black explica que as investidas do Juizado no parque começaram em virtude de um encontro de fãs realizado no fim de setembro de 2014. A presença de MC Delano e M5 – MCs conhecidos e, por isso, atrativos de grande público – fez com que o encontro tomasse proporções enormes e o evento acabou em confusão. “Foi uma correria da porra. Isso aqui estava lotado, mas lotado mesmo. Um corria, todo mundo corria, os guardas doidos”, conta Marina Vitória Arlequina, parceira de Black na organização dos encontros. “Nunca tinha tido nada, aqui é tudo na moral. Enchia, mas não tanto como nesse dia. Por estar muito lotado, pessoas mal intencionadas aproveitaram pra fazer alguma coisa. Puxaram cordão, pulseira, levaram boné e celular”. As vítimas do dito “arrastão” foram os próprios adolescentes, que tiveram bonés, tênis, correntes e celulares surrupiados.

De acordo com o juiz Marcos Flávio Lucas Padula, titular da Vara Cível da Infância e da Juventude de Belo Horizonte, o Juizado é acionado pela administração do parque para prevenir a ocorrência de situações em que há “tumulto, quebradeira, ameaça ou violência”. A finalidade básica das ações do órgão é preservar a integridade física e psicológica da criança e do adolescente. Contudo, não fica claro na fala do juiz se o Juizado considera os adolescentes participantes dos encontros como sujeitos ou vítimas dessas situações. A balança parece pender para o lado da criminalização: “Muitas vezes, são situações que ultrapassam a questão da proteção à criança e ao adolescente e passam para questões do adolescente infrator: quando tem dano ao patrimônio, em caso de ameaça, ou lutas, brigas entre gangues, por exemplo. Aí já sai da questão meramente protetiva e passa para a infracional”, explica o magistrado.

A conduta dos comissários da infância, agentes responsáveis pela intervenção direta do Juizado, também segue nesse sentido. Basta que a Kombi branca do Comissariado aponte na esquina do coreto para que alguns grupos de adolescentes saiam pela tangente. A abordagem do órgão é, no mínimo, desproporcional. “Primeiro, o Juizado falava que era só trazer a identidade. Mas aí começou a ter quase agressão. Os meninos traziam identidade, mas achavam injusto expulsar pra fora do parque, que é um ambiente público”, relata o MC. “Eu sei que o cidadão tem que portar documento, mas a ponto de expulsar assim… Aí a galera foi desanimando, tomou um susto”.

Os comissários podem solicitar a retirada de crianças e adolescentes de espaços públicos ou privados, caso entendam que a permanência ali os expõe a riscos. Essa interpretação fica inteiramente a cargo do agente. Afora o arrastão de setembro, o único elemento de tensão que chama a atenção nos relatos sobre encontros no parque é a abordagem dos comissários – em alguns casos, mais truculentos do que os seguranças de shoppings. “O que pode ocorrer é: dado as ocorrências anteriores, os comissários já irem a campo mais ou menos com uma visão parcial daquele evento, de que as pessoas que estão lá, embora aparentemente tranquilas, estão com uma finalidade delituosa. A pessoa já vai de certa forma com uma predisposição, vendo aquilo como um grupo de pessoas voltadas para uma atividade não muito saudável”, afirma o juiz. Ele reconhece que essa conduta “pode ser” preconceituosa e criminalizadora, mas afirma não ter conhecimento sobre abusos ou excessos por parte da equipe.

Em fevereiro de 2014, ainda no contexto das proibições e inibições dos primeiros grandes rolezinhos em shoppings, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) lançou uma nota pública manifestando apoio aos adolescentes e repúdio “a qualquer forma de discriminação e repressão à liberdade de expressão”. Quando questionado sobre essa nota, o juiz afirmou que não há interesse da Vara da Infância em impedir um momento de lazer, diversão e convívio dos jovens e adolescentes, mas registrou que o Juizado “representa a lei e a lei estabelece limites”. Embora a nota do CONANDA utilize peças da legislação em vigor no Brasil (como a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto da Cidade) para defender os encontros de adolescentes e jovens, o juiz afirma que o Juizado não está totalmente alinhado à perspectiva do Conselho. “O CONANDA está dentro de uma visão de liberalidade, de garantia de direitos […]. A gente tem uma visão de certa forma um pouco mais restritiva, porque o nosso entendimento é que, algumas vezes, esses eventos que aglomeram multidões muito grandes podem ter uma finalidade disruptiva”.

Ainda que tenham tido o arrastão de setembro como estopim, Mr. Black acredita que as ofensivas podem estar relacionadas a um incômodo da administração do parque em relação aos encontros, relacionado, por sua vez, a uma indisposição em relação ao universo do funk. “Eu acho que incomoda algumas pessoas. Mas o que rola é mais passinho do romano e as meninas dançando, acho que não tem nada a ver. Nada a ver com putaria, proibidão. Talvez o modo da gente se expressar e se vestir. Boné, a galera acha vulgar, sei lá. Geralmente você vê um cara de boné, roupa assim e tal, pensa que é trombadinha. Talvez seja isso”.

É bem provável que o garoto tenha razão. Indagados sobre o que acontece durante os encontros ao redor do coreto, fotógrafos lambe-lambe, pipoqueiros e vendedores de cachorro quente do Parque Municipal elaboram listas bastante particulares, que envolvem expressões como “palhaçada”, “baderna”, “bandalheira”, “coisa errada”, “falta de educação”, “gestos obscenos” e “depredação”. Embora pouco fundada na realidade, a resposta talvez fosse semelhante se a pergunta fosse feita aos vendedores dos shoppings ou às famílias que procuravam se proteger dos adolescentes junto aos seguranças dos estabelecimentos. Mas por mais que o desconforto de consumidores, trabalhadores e frequentadores desses espaços escancare relações de discriminação, é preciso ir além do elitismo e do preconceito de classe para entender o que se passa entre a praça de alimentação e as lojas de surfwear – ou entre o coreto e o lago dos barquinhos.

Buscando chaves para a análise do fenômeno dos rolezinhos (e da reação a eles), Leandro Berguoci chega a termos interessantes num ensaio certeiro publicado na revista digital Oene . É preciso ter em mente, ele lembra, que os locais onde os encontros acontecem já são espaços frequentados de forma mais ou menos cotidiana pelos “rolezeiros”: shoppings de periferia e parques públicos. Não se trata de ocupar shoppings de luxo ou centros de lazer da elite. Em grande medida, o público do Mauá Plaza e do Parque Municipal compartilha das origens geográficas e/ou socioeconômicas dos jovens.

O mal estar gerado pelos rolês dá a ver relações de centralidade dentro das próprias periferias: embora muitas vezes sejam vistos como um todo homogêneo, bairros afastados do centro, regiões metropolitanas, quebradas e favelas guardam uma enorme diversidade interna, que culmina em espirais de segregação e distinção social. Berguoci dá a letra: “Há vários grupos de pessoas querendo fazer vários usos distintos dos mesmos centros comerciais. […] Quando algo parece sair do escopo, a primeira reação das pessoas é apelar para a força. No caso dos shoppings, para a Justiça e para a polícia. Sem mediação, sem diálogo, sem acordo, sem entender minimamente o que ou quem está acontecendo. Na dúvida, é suspeito. Os conflitos, as diferenças, são resolvidos com base nas reações exageradas”.

Quando os rolezinhos estouraram, um ano atrás, esse caldo heterogêneo que combina desejo de consumo, quebra de decoro e criminalização produziu muitas leituras precipitadas (e algumas francamente míopes) acerca do fenômeno. Ao contrário do que muito se bradou em colunas e editoriais em defesa da etiqueta, o objetivo dos encontros parece estar longe de ser “tocar o terror”, “barbarizar” ou “chocar a burguesia”. Tampouco parece estar relacionado à resistência, ao protesto ou à reivindicação deliberada por espaços de lazer – conforme sinaliza o espectro das análises que pipocaram na mídia e nas redes sociais.

Muito mais simples – e talvez, por isso mesmo, muito mais complexos – do que isso, os encontros revelam uma finalidade clara: passear e se divertir, no shopping ou no parque. Pouco importa se o rolê cantado por Jimmy Marley acontece em Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre ou Governador Valadares. Independente do território, o que fica evidente é que a diversão de boa parcela da juventude no Brasil depende da permissão – por motivos mais ou menos subjetivos – de juízes, policiais e seguranças interessados em manter uma ordem estética em que o funk, o hip hop, o passinho e o quadradinho são encarados como crimes de lesa-pátria.

Como citar este artigo

ABREU, Carolina. De rolê. PISEAGRAMA, Belo Horizonte, número 07, página 32 - 37, 2015.

Carolina Abreu

Jornalista, integra o Fórum das Juventudes da Grande BH e é percussionista na banda Djalma não entende de política.

Daniel Iglesias

Fotógrafo, é membro fundador da Associação Cultural Casinha e cocriador do projeto de fotografia Erro99.
http://erro99.com